quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Liza Prado participa do Ciclo de Debates Cooperar 2012



O cooperativismo é um instrumento de desenvolvimento social e de combate à pobreza, segundo o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Dinis Pinheiro (PSDB). Ele abriu na manhã de ontem o Ciclo de Debates Cooperar 2012, realizado ao longo de todo o dia, no Plenário. O evento reuniu especialistas, autoridades e parlamentares para debater os avanços e desafios do sistema cooperativo mineiro.
Dinis Pinheiro afirmou que as cooperativas são a garantia da segurança alimentar e do fomento à economia. Segundo ele, em 2010, o sistema empregava mais de 100 milhões de pessoas em todo o mundo, número 20% maior do que as vagas de trabalho oferecidas pelas empresas multinacionais. “Hoje são mais de 6 mil cooperativas no Brasil, que reúnem milhões de associados. O reflexo disso é o comprometimento com as comunidades em que estão inseridas e o ganho em termos de distribuição de renda e redução da pobreza”, disse.
A deputada Liza Prado (PSB) declarou que o cooperativismo no Brasil é exemplo para o mundo, graças a sua organização administrativa e financeira. O deputado Duilio de Castro (PMN) destacou que é preciso ter consciência da união de esforços para que as cooperativas cresçam ainda mais e promovam melhor distribuição de riquezas. Para a deputada Luzia Ferreira (PPS), a cooperativa é a forma mais racional, democrática e justa de trabalho e organização social.
Painéis – Após a abertura, os participantes acompanharam seis painéis sobre o assunto e puderam debater o tema. O primeiro painel, sobre o papel do cooperativismo no desenvolvimento, foi conduzido pelo presidente do Sindicato e Organização das Cooperativas de Minas Gerais (Sistema Ocemg), Ronaldo Scucato. Ele apresentou um contexto histórico das cooperativas e afirmou que há um longo caminho a ser seguido. Segundo Scucato, o cooperativismo ainda gera menos riquezas do que poderia para a sociedade.
Ele também apresentou números do setor em Minas. De acordo com os dados, há 760 cooperativas no Estado, sendo 96% delas nas áreas de agricultura, crédito e saúde. Elas geram quase 37 mil empregos diretos, com 1,2 milhão de cooperados. O cooperativismo, segundo Scucato, movimentou R$ 27,2 bilhões em negócios em 2011, ou cerca de 7% do PIB mineiro.

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